domingo, 31 de outubro de 2010

Sonho que só sonho, que só eu sonho...


Quando e se seu “hoje” terminar e quiser me namorar, estou aqui a lhe esperar.
Mas se porventura esse dia não chegar, ainda que fiquei a esperar pelo que no fim foi desesperança,
A imaginação de estar ao lado seu, sentir seus lábios nos meus existirá para sempre na lembrança
Lembrar do que de fato não aconteceu mas do que se sonha ou, sei lá, do que se sonhou, nunca é em vão
Sonhos apenas sonhados, por serem apenas sonhados, são perfeitos
E coisas lindas mesmo que não vividas alimentam a alma,
Assim como o desejo de amar, ainda quando não se é amado.
Assim como os tantos poemas de amor de poetas que amam sem reciprocidade.
Porque amor algum exige condição ou se pauta na razão de ser correspondido.
É um natural sentir, um involuntário desejar. 
No fim, amor é simplesmente amor.
Somos nós, eu e você; ainda que você mas não eu.
É sonho que só sonho, que só eu sonho.

Jéssica Fernandes.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E assim caminha a humanidade!


Quanta coisa lá fora pra se ver, viver, conhecer, e tanta gente a quem foram dados olhos sadios insiste na opção de ser vesga. Vesga porque ao se dirigir sempre para um mesmo foco, não chega a outro lugar senão no próprio reflexo e, como se já não bastasse, distorcido. Mas que coisa mais controlada, robótica e sem graça.
No fim chega-se sempre ao exacerbado medo. Medo do novo. Medo do contra. Medo da autenticidade. Medo do ridículo. Medo da crítica. Medo da descoberta. Medo de ser diferente. Medo da vida. Medo de viver. Medo de tentar. Medo de tudo.
E sem enfrentar quaisquer daqueles que te atormentam e aprisionam, tudo permanece igual, exatamente como mandam a estabilidade e a preguiça de reagir.
Um brinde então à segurança e à reputação, graças ao brilhante ser intocável, imutável e superior no mundo dos todos iguais...áh, e a comemoração sai mesmo! Mas é claro, o que importa é o que se aparenta e não o que de fato se é. Estamos na era em que vitoriosos e influenciáveis vestem roupas de grife, ainda que só haja podridão por debaixo daquilo tudo. Afinal de contas, dizem que o que os olhos não vêem o coração não sente! Mas sabe...isso não é de todo absoluto...pode-se sentir, desde que se queira ver. No entanto, de nada adianta apenas ver, depois de tudo ainda tem que ser você, e este é só o início.

As mais variadas formas de se ver e se sentir..

Bendita seja a pluralidade de opiniões e de sensações, pois fascinante o que os desencontros nos trazem à vida - MAGIA! 




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Caos criativo

Quebra Cabeça Sem Luz

Oswaldo Montenegro

É na clareza da mente
Que explode a procura do novo processo
E o que é meu direito eu exijo, não peço
Com a intensidade de quem quer viver
E optar: ir ou não por ali
A nossa primeira antena é a palavra
Que amplia a verdade que assusta
E a gente repete que quer mas não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez
Mas qualquer dia vai ter que ficar definido o caminho
É mais louco do que já supôs a tal sabedoria
Magia que eu hoje procuro entender
Pra que o corpo supere a fadiga
Você o que pensa do assunto?
Se a gente se encontra mas nunca tá junto
Vivendo esse quebra cabeça sem luz
Pra não ficar dividida
Minha mente estabeleci-combinado faria
Dizer pondo um pouco de mate
Gel/há de fazer como os loucos
Falando aos tropeços (perdão Rita Lee)
Pra que a gente se entenda algum dia
Há de ser como o louco Quixote
E a lógica insiste em guardar no seu pote
A mais linda palavra que eu ia dizer
Mas qualquer dia você
Vai me ver disfarçar (há) de fazer como eu
Que disfarço na tal fantasia a magia
E só me fantasio do que venho a ser
E o que se espera da minha cabeça
Há de ser invertido
E a sonata que eu já compus
Virou rock/quem roubou minha loucura fui eu
E agora a devolvi

domingo, 24 de outubro de 2010

Um novo começo

Decidi que se quero, vou atrás.
Se consigo ou não, é assunto para outro departamento.
O que não quero, jamais, é morrer embebida em minha própria inércia - se é que já não morri.
E se morri, estou a juntar as cinzas não para um recomeço, mas sim para um novo começo.

Jéssica Fernandes.

Meu querer

Não quero o certo, nem o errado.
Quero o que me conto querer baixinho, mas lapidado.

Jéssica Fernandes.

Se em forma de vapor

Ainda acho que posso dizer que embora os efeitos destes atos sejam neutros, bons ou ruins, é por meio deles que venho lapidando meu ser, e sem buscar modificar a sua essência, no mínimo permito me dar asas ao progresso, seja ele qual for.

E essa forma de pensar, que já está virando vício, pesa junto às pálpebras que não cedem justamente por ser aquela sua maior e mais presente companhia. E ainda que no limite da paciência de uma para com a outra, estão cientes de sua condição de unidade. 

E agora? Ora, havendo-se de fato real fusão, maneira não há para separá-las, razão pela qual terão que aprender a conviver em equilibrio.

De um modo ou de outro, contento-me porque enfim sinto dor! Sinto dor! E onde há dor, há vida...

Jéssica Fernandes.

Ainda água


Avaliando algo a partir da essência de forma a buscar a verdade real de um fato, de um ato. Admito poder tê-lo gerado inicialmente por um impulso, o qual se transformou imediatamente em desejo. Se teve origem na essência, posso reprimi-lo como gelo, assim como posso liberá-lo como o vapor. A decisão é minha.

Jéssica Fernandes.