Quanta coisa lá fora pra se ver, viver, conhecer, e tanta gente a quem foram dados olhos sadios insiste na opção de ser vesga. Vesga porque ao se dirigir sempre para um mesmo foco, não chega a outro lugar senão no próprio reflexo e, como se já não bastasse, distorcido. Mas que coisa mais controlada, robótica e sem graça.
No fim chega-se sempre ao exacerbado medo. Medo do novo. Medo do contra. Medo da autenticidade. Medo do ridículo. Medo da crítica. Medo da descoberta. Medo de ser diferente. Medo da vida. Medo de viver. Medo de tentar. Medo de tudo.
E sem enfrentar quaisquer daqueles que te atormentam e aprisionam, tudo permanece igual, exatamente como mandam a estabilidade e a preguiça de reagir.
Um brinde então à segurança e à reputação, graças ao brilhante ser intocável, imutável e superior no mundo dos todos iguais...áh, e a comemoração sai mesmo! Mas é claro, o que importa é o que se aparenta e não o que de fato se é. Estamos na era em que vitoriosos e influenciáveis vestem roupas de grife, ainda que só haja podridão por debaixo daquilo tudo. Afinal de contas, dizem que o que os olhos não vêem o coração não sente! Mas sabe...isso não é de todo absoluto...pode-se sentir, desde que se queira ver. No entanto, de nada adianta apenas ver, depois de tudo ainda tem que ser você, e este é só o início.


Estar no mundo, e não ser do mundo! ser vc, não manipulável por nossos monstros imaginários.
ResponderExcluirSe bem que não é moleza!
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