Pensei que a dor sempre me traria inspiração, momentos em que a palavra para comigo mesma servia de analgésico.
Descobri que a intensidade dela é capaz de calar a alma, silenciar a boca, contradizendo a imensa vontade de gritar.
Descobri também que quando mais se quer dormir em tempo de tempestade, que a insônia puxa a cadeira e se acomoda.
Sobretudo, descobri que é possível sim colocar a dor alheia acima da sua, e desejar que aquela se cure tão logo, ainda que isso possa significar carregar a sua por tempo indeterminado.
De uma forma ou de outra, como Charles Chaplin diria "nem tudo é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo nossos problemas", dizeres que procurarei reacender em todo momento em que a aflição parecer infinita.

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