sábado, 26 de novembro de 2011

Outras contradições

Vontade de gritar o que sinto, sem reproduzir pensamentos que só penso, mas não sinto.
Como liberar o que há dentro, quando o grito vem depois da reflexão? Como presentear o coração com um "sim", quando o "não" alicerça todo o resto?
É isso que acontece quando se é constituído de partes.
Contradições minhas, contradições deles. É disso que sou feita: de gritos contidos pela razão.
Eis uma explicação para a eterna insatisfação.
Eis uma razão para esta minha sensação de esgotada e vazia ao mesmo tempo.

sábado, 19 de novembro de 2011

E, como diria Vinícius, é arte!

Único. Insubstituível. Impassível de troca por qualquer coisa perfeitamente acabada nesse mundo.
Racionalmente tido como visitante - papo para os matemáticos - este involuntariamente faz morada em locais nunca antes habitados no meu peito.
Detalhes de um encontro nessa vida de tantos desencontros.
Não mudaria nada, qualquer vírgula ou pontuação, pois a precisão está exatamente no inesperado, nesse suspiro pelo súbito que me levou até você.
Encantam-me o piscar dos olhos, o desejo pelo incalculável, a imprecisão no ato de conceituar.
Experimento um tudo limitado pelo verbo, e ao mesmo tempo esse infinito infinitamente quebrado pela incerteza.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Permita-se curtir o brilho diferente nos olhos, sem preocupar-se com o que o amanhã lhe reserva.
Entregue-se à vida sem se esquecer que ela é feita de momentos, e de que o depois ainda não existe.
Lembre-se que há uma grande razão em chamarmos o "agora" de presente.
Então, presenteie-se e deixe de planejar tanto um palco onde sequer há como saber se será você o protagonista da peça....
Escreva sim, mas não se esqueça que nesse grande cenário chamado vida é perfeitamente possível fazê-lo enquanto se dança...