sexta-feira, 25 de maio de 2012



Andei depressa para não rever meus passos

Por uma noite tão fugaz que eu nem senti

Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora

Só me restam devaneios do que um dia eu vivi

Se eu soubesse que o amor é coisa aguda

Que tão brutal percorre início, meio e fim

Destrincha a alma, corta fundo na espinha

Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir

Enquanto andava, maldizendo a poesia

Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu

Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia

Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu

E nessa Saga venho com pedras e brasa

Venho com força, mas sem nunca me esquecer

Que era fácil se perder por entre sonhos

E deixar o coração sangrando até enlouquecer

E era de gozo, uma mentira, uma bobagem

Senti meu peito, atingido, se inflamar

E fui gostando do sabor daquela coisa

Viciando em cada verso que o amor veio trovar

Mas, de repente, uma farpa meio intrusa

Veio cegar minha emoção de suspirar

Se eu soubesse que o amor é coisa assim

Não pegava, não bebia, não deixava embebedar

E agora andando, encharcado de estrelas

Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar

Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito

E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar

E nessa Saga venho com pedras e brasa

Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer

Que era fácil se perder por entre sonhos

E deixar o coração sangrando até enlouquecer

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Poxa, não tenho costume de olhar comentários, vi isso aqui só agora!Eu tbém acho brega, muito brega; eu sou bregaaaa demais, talvez essa seja a razão, rs! Recomendo que pessoas descoladas e de gosto melhor nunca passem por aqui, o que me faz concluir que não verá minha resposta! Bom, de qualquer forma, respondo sempre aos comentários, perca vc ou não seu tempo para ver a resposta! Abraço!

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