E agora, que a saudade foi embora e no peito se escondeu?
E agora que nada mais importa a não ser o verso meu,
Que se perdeu na liberdade de entristecer-se à vontade, devolvendo-lhe o que é seu?
E quando o mestre por ele escolhido ensina-lhe a esconder a maior virtude aos olhos dela? A luz se apaga. Ela se lembra do seu avô e de sua habilidade em encontrar os caminhos. De olhos vendados pela escuridão, guiada pelos seus dedos, procura uma saída.
Sabedora da mediocridade que me acomete,
Permitir-me expressar aqui, assim, desse jeito, faz do ato uma quase-tragédia.
De um lado, a pobreza infinita dos versos
pela ausência do que faz o poeta, um encantador.
De outro, a doce tentação da liberdade de dizer-ser, sem dever-ser.