For some of my friends, some of my poems in english - They are followed by the original ones.
I hope you guys enjoy them now.
Hugs, Jéssica.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Princesa Moderna (não é o título do texto, apenas minha reflexão sobre ele!)
"Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!"
Luís Fernando Veríssimo.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!"
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Transmutação da alma
Cada vez que olho pela mesma janela vejo algo diferente.
Os tempos são os mesmos...
A grama continua baixa...
O clima lá de fora pouco se alterou.
Até então, nada entendia.
Foi quando senti meu sangue ferver, borbulhar, enquanto rubras as pontas dos dedos.
De repente um frio,
E aquele sangue todo novamente, que agora sinto quase congelar.
É nessa frequência instável que sigo.
E, assim, começo a entender do que são feitas aquelas paisagens.
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Every time I look through the same window I see something different.
The times are the same ...
The grass is still low ...
The weather out there has changed little.Until then, knew nothing.
That's when I felt my blood boiling, bubbling, While crimson fingertips.
Suddenly a cold,And all that blood again, now I feel almost frozen.
It is unstable at this frequency that follow.
And so I begin to understand what those landscapes are made.
Jéssica Fernandes.
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Every time I look through the same window I see something different.
The times are the same ...
The grass is still low ...
The weather out there has changed little.Until then, knew nothing.
That's when I felt my blood boiling, bubbling, While crimson fingertips.
Suddenly a cold,And all that blood again, now I feel almost frozen.
It is unstable at this frequency that follow.
And so I begin to understand what those landscapes are made.
Jéssica Fernandes.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Logo ali, mas nem tão perto.
Encontre-me ali, adiante.Ao lado, de lado; do lado de dentro.
Em pé, invertido; de dentro pra fora.
De fora pra dentro; do lado, acima.
De cima pra baixo; debaixo, cabisbaixo.
No alto, do alto; no alto do alto.
Do céu à Terra,
Da terra do meu lado, no meu chão.
Ao lado do vértice,
Do vértice ao infinito de tudo o que sou e não sou.
Do que ainda serei, se até lá existir.
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Just there, but not so close
Meet me there, ahead.
Beside, aside; inside.
Standing, inverted, inside out.
From outside to inside, from the side, above.
From top to bottom, underneath, crestfallen.
At the top, from above, on top of the top.
At the top, from above, on top of the top.
From heaven to earth
From the land of my hand on my floor.
Beside the vertex,
Vertex to infinity of all I am and I'm not.
What will I still be, if there exist.
What will I still be, if there exist.
sábado, 13 de novembro de 2010
Descompassada, angustiada, inspirada
O ar já não mais corre fluente, pressiona ao querer meus pulmões, porque vivo o corpo que o abriga.
Vida nesse corpo, que ainda vive dessa mente, que jaz diversas vezes no abismo que os separam.
E que por vezes, por tão poucas vezes, em rítmo seguem como pretensos companheiros.
Culpa desse tal descompasso, tão presente descompasso, pouco ausente descompasso.
Porcaria de descompasso, que me traz tanta angústia.
Feliz descompasso, que me causa inspiração.
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Mismatch, anguished, inspired
The air no longer flows fluently want to press my lungs, because the living
body that houses it.
Life in this body, who still lives in this mind, which lies several times in
the gulf that separates them.
And sometimes, by just a few times in rhythm following as alleged
companions.
Guilt that such a gap, so this gap, little divergence absent.
Crap gap, which brings me so much anguish.
Happy mismatch, which causes me inspiration.
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Mismatch, anguished, inspired
The air no longer flows fluently want to press my lungs, because the living
body that houses it.
Life in this body, who still lives in this mind, which lies several times in
the gulf that separates them.
And sometimes, by just a few times in rhythm following as alleged
companions.
Guilt that such a gap, so this gap, little divergence absent.
Crap gap, which brings me so much anguish.
Happy mismatch, which causes me inspiration.
Jéssica Fernandes.
De cá pra lá ou de lá pra cá?
Fechei os olhos, não mais os abri.
E naqueles doces, tão doces e fugazes momentos roubou minha sanidade, minha realidade, meu sono tranquilo.
Se derramou, se entregou, não fez de conta no meu quase faz-de-conta, enquanto esquecia-me da personagem.
Tomou conta do meu espaço, sereno e silencioso espaço.
Que agora grita, pede e recua.
E cá estou novamente, onde a vida fez meu porto.
Na encruzilhada.
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From here to there or from there to here?
I closed my eyes no longer open them.
And in those sweet, so sweet and fleeting moments stole my sanity, my
reality, my peaceful sleep.
If spilled, it was delivered, not made in my account almost make-believe,
as I forgot the character.
as I forgot the character.
Took care of my space, quiet and serene space.
Who screams now, asks and retreats.
And here I am again, where did my life harbor.
At the crossroads. Jéssica Fernandes.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Incompatibilidade
Gostaria de dizer que sou inacabada, pois em constante evolução.
Mas se nem sequer projeto ainda sou!
Mas se nem sequer projeto ainda sou!
O que executar? Por onde começar?
E do aparente ponto dessa reta sigo sinuosa,
A caminho do definido que indefinido é por natureza.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Confissão
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
Mário Quintana.
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
Mário Quintana.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
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