segunda-feira, 16 de abril de 2012

Coroa de Estante

Emprego a distância quase necessária à paz perdida - efeito de escolhas.
E com o auxílio dos céus, tão azuis de onde os vejo, remeto-me à universalidade:
Do contexto de grão à imensidão do Saara - transporto o que faz de mim compacta aflição,
Fazendo desse mar particular espécie dor do mundo.


O grão desaparece em meio a tudo que não fiz por medo dessa grandiosa tarefa que a vida insiste em me mostrar pendente.

E eu reluto.
E eu finjo esquecer daqueles que me chamam: sua Rainha não se entrega à coroação,
Prefere os espinhos que sua carne faz sangrar.
No entanto, coberta de silêncio, ninguém a vê ou a escuta,
Sua grande redoma não permite que eles visualizem sua completa nudez.

Eis a forma que encontrou  para poupá-los de seu grande segredo: mistério entre pérolas, poder, amor e doação.

3 comentários:

  1. Profundo, muito profundo (Koc's)...

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  2. No alto daquele cume
    Plantei uma roseira
    O vento no cume bate
    A rosa no cume cheira.

    Quando cai a chuva fina
    Salpicos no cume caem
    Formigas no cume entram
    Abelhas do cume saem.
    (Koc's)

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  3. Oi, Sr. Koc's,rs! Realmente é profundo, veio do fundo lá do fundo, rs! E sei também que esse é um texto difícil de entender...talvez só eu mesma pra entender o que quis dizer nesse aí. No entanto, como Mario Quintana diria:

    "Os poemas são pássaros que chegam
    não se sabe de onde e pousam
    no livro que lês.
    Quando fechas o livro, eles alçam vôo
    como de um alçapão.
    Eles não têm pouso
    nem porto;
    alimentam-se um instante em cada
    par de mãos e partem.
    E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
    no maravilhado espanto de saberes
    que o alimento deles já estava em ti..."

    Cada um interpreta de acordo com o som da própria alma!

    Abraço Sr. Koc's anônimo (nem tão anônimo, kkkkkkkkkkkkkkkkkk)!

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